Roteiro / 路線圖

Os lugares que planejei ir, antes de chegar lá.

17–25 minutos

Com base na estratégia adotada e aproveitando o visto automático para 31 dias em solo chinês, o roteiro traçado para a nossa viagem entre 19 de outubro e 19 de novembro de 2026 foi:

BEIJING [5 noites / 5 dias]

Beijing (antigamente Pequim, mas o Português não se atualiza) é a última das capitais chinesas, só se tornando o centro político do país durante a forasteira Dinastia Yuan (1271-1368). Sob o nome Dadu, foi construída a mando de Kublai Khan e concluída em 1293, estabelecendo o seu eixo central e os hutongs. Após um breve período em que deixou de ser a capital, o Imperador Yongle, da Dinastia Ming (1368-1644), assumiu Beijing como seu centro político, construindo a Cidade Proibida e do Templo dos Céus (1406-1420). Desde então, embora tenha passado por diversas invasões destrutivas e consequentes reconstruções durante a Dinastia Qing (1644-1912) e a Era Republicana, a cidade consolidou sua centralidade, pulsando com um mar de lugares para se conhecer!

DIA 1 > Chegada

Chegar no hotel à tarde, recuperar do voo longo.

📍Opcional Voltinha ao redor do hotel, no distrito de Dongcheng, coração histórico, político e cultural de Beijing

Escolhemos chegar propositalmente numa segunda-feira, dia mundial de museus fechados (sem saber se isso se aplica lá) e ter o resto da semana útil para ver as atrações mais cheias sem as hordas do sábado e domingo. Veremos se faz alguma diferença.

DIA 2 > Introdução cultural

Vamos começar a viagem nos aclimatando com:

📍Aula de Tai Chi e visita no Templo dos Céus

📍Caminhada e almoço no hutong Liulichang

📍Visita guiada no Museu Nacional da China

Destaques do MNC incluem:

DIA 3 > Cidade Proibida

Vamos entrar no epicentro da representação chinesa:

📍Praça Tian’anmen (e Grande Salão do Povo)

📍Visita guiada pela Cidade Proibida com foco na arquitetura e no Museu do Palácio

📍Passeio e vistas no Parque Jingshan

Destaques do Museu do Palácio incluem:

DIA 4 > Parques e primeiros murais

Vamos sair do centro para ver arte e verde em:

📍Murais do Templo Fahai

📍Yiheyuan e/ou Yuan Ming Yuan
(Palácios de Verão, novo e antigo)

🎭Espetáculo da Ópera de Pekim

DIA 5 > Grande Muralha

Vamos num passeio de dia inteiro, a 130km de Beijing:

📍Seção Jinshanling da Grande Muralha, com teleférico e mais de 10 km de muralha para caminhar

DIA 6 > Primeira despedida

Vamos ter a manhã/dia livre e deixar a cidade para iniciar a jornada:

📍Possíveis interesses: Zhuanta/Xisi Hutongs; Red Brick Art Museum; 798 Art District; Sanlitun Shopping; Panjiayuan Market; região do Templo Lama; Beihai Park; Prince Gong Mansion

🚆Beijing-Datong (2h)


DATONG [1 noite / 1 dia]

Nossa primeira parada na província de Shanxi, é a cidade de Datong e seus arredores. Datong em si, embora muito fundada durante a dinastia Han (c. 200 AEC), foi totalmente reurbanizada a partir de 2008, com a remoção massiva de moradores e arrasamento de bairros inteiros dentro da antiga área murada, reconstruindo-se antigas estruturas há muito tempo demolidas ou incorporadas em novas construções, como a muralha e o Palácio do Príncipe Dai. Algumas construções históricas permanecem, envoltas de uma nova-velha Datong feita para turistas (chineses, no caso). Seus arredores, porém, preservam joias originais desse passado profundo.

DIA 6 > Nova-velha Datong

Ao chegar na cidade, provavelmente não vamos ter tempo para nada, mas os destaques são:

📍Painel dos Nove Dragões (1392), que é o maior e mais antigo do tipo na China, Templo Huayan e Monastério Shanhuaua

📍Destaques locais inlcuem o Jianbing (crepe de painço), o Shumai (dumpling aberto) e picolés de fruta especiais de monumentos históricos

DIA 7 > Yungang + Fogong

Vamos sair bem cedinho do hotel de carro para conhecer os 2 locais que nos trouxeram à Datong:

📍Grutas de Yungang, construídas entre os anos 460 e 494, durante a Dinastia Wei do Norte, período de expansão do budismo na China

📍Ao sul, vamos para Yin ver a Pagoda do Templo Fogong, construída sem um prego em 1056, na dinastia Liao, e o Templo Jingtu que é do lado

🚆Datong-Pingyao (2h30)


PINGYAO [2 noites / 2 dia]

O segundo destino em Shanxi tem origens que remontam à construção de muralhas defensivas pelo rei Xuan de Zhou entre 827 e 782 AEC, mas que hoje reflete o urbanismo imperial do século 14 em diante. A cidade antiga de Pingyao é considerada o exemplo de cidade tradicional da etnia Han mais bem preservado da China e protegida pela Unesco. Suas muralhas imponentes, por exemplo, são de 1370, erguidas durante a dinastia Ming. O ápice socioeconômico da cidade ocorreu durante a dinastia Qing, no século 19, quando se transformou no principal centro financeiro do Império Chinês, após a criação do piaohao, em 1823, método pioneiro no uso de notas de câmbio para representar quantias de dinheiro depositadas, revolucionando o comércio e sistema bancário nacional.

DIA 7 > Nômades da noite

Vamos chegar ao cair da noite, como antigos nômades, e fazer check-in no hotel

📍Opcional Voltinha noturna na cidade

📍Destaques locais incluem vinagre maduro (iguaria milenar), bife curado, Jiǎnzhǐ (papel recortado), e laca polida (caixinhas lindas)

DIA 8 > Pingyao e Templo Shaunglin

📍Cidade antiga: muro e torres; Yamen (Governo), onde tem uma encenação de julgamento às 9:30, 11:00 e 15:30; bancos (piaohao) Rishengchang e Xietongqing; agências de escolta armada (artes marciais); residências familiares antigas (Ma, Lei Lutai); e templos de Confúcio, Qingxu e City God.

📍Fora da cidade, vamos no Templo Shuanglin construído nas dinastias Wei do Norte e Qi do Norte (386-571 AEC).

DIA 9 > “Palácio” Yongle

Vamos sair do caminho batido do turismo para visitar o segundo conjunto de murais antigos:

🚆Pingyao-Yuncheng (2h)

📍O templo conhecido como Yongle Gong foi construído em 1240-1358, durante a Dinastia Yuan, em homenagem ao monge taoísta Lü Dongbin, na vila que lhe deu nome, foi movido peça a peça para o local atual entre 1957 e 1966.

🚆Yuncheng-Xi’An (2h)


XI’AN [2 noites / 1 dias]

Na província vizinha de Shaanxi, Xi’An é um dos berços da civilização chinesa, com mais de 3.000 anos de história. Conhecida como Chang’an (“Paz Perpétua”), serviu como a capital de 13 dinastias imperiais, incluindo Zhou, Qin, Han e Tang. Por sua localização estratégica, a cidade também serviu como o ponto de partida da chamada “Rota da Seda” e se consolidou como um vibrante centro de comércio mundial, intercâmbio cultural e diversidade religiosa. Hoje, Xi’An se tornou uma metrópole moderna que preserva pouco do seu charme histórico, embora ainda possua muralhas e torres do tambor e do sino, além de alguns bairros mais antigos, como o muçulmano (Huimin Jie). No entorno da cidade, porém, preservam-se mausoléus de altíssima relevância: o principal e mais antigo, pertencente à Qin Shi Huang, fundador da dinastia Qin, inclui o famoso Exército de Terracota; o outro, a noroeste de Xi’An, é conhecido como Qianling e pertence à dinastia Tang, incluindo a notória Imperatriz Wu Zetian.

DIA 9 > Nômades da noite 2

Vamos chegar no fim da tarde/cair da noite novamente, mas dessa vez, vamos aproveitar o spa do hotel.

📍Destaques locais incluem os pratos Yangrou Paomo (dinastia Zhou Ocidental), Roujiamo (“hamburger” chinês), o Biang Biang Noodles (grossos) e o Shaanxi Chili Oil

DIA 10 > Exército de Terracota +
Museu Histórico de Shaanxi

Vamos visitar o que nos trouxe à Xi’An:

📍Exército de Terracota, que inclui o galpão arqueológico e o museu que o complementa

📍Museu Histórico de Shaanxi, onde estão murais originais de Qianling, artefatos históricos e outras atrações, incluindo uma performance de teatro de sombras (às 10:30 e às 14:30)


CHENGDU [4 noites / 4 dias]

Capital da província de Sichuan, Chengdu é hoje conhecida como a metrópole mais relaxada ou tranquila da China. Remota e misteriosa, a região foi ocupada entre 1800-900 AEC pelas “antigas civilizações Shu”, cujos sítios mais famosos são Jinsha e Sanxingdui, produzindo objetos incríveis de bronze, mas nenhum vestígio escrito. Nos próximos séculos, uma mistura de povos locais formou o “antigo reino de Shu”, que em 367 AEC moveu sua capital para Chengdu. Embora mantivesse algum contato com outros reinos, a região só foi integrada à cultura chinesa após sua conquista parcial pelo estado de Qin em 316 AEC, no período dos Estados Combatentes. Sob os Qin, a cidade rapidamente expandiu; e, em 256 AEC, o governador Li Bing construiu o sistema de irrigação Dujiangyan, usado até hoje, tornando a região extremamente fértil e produtiva. Após os Qin unificaram a China e fundaram sua dinastia (221-206 AEC) e durante toda a dinastia Han (202 AEC-220 EC), a região se consolidou como um rincão abundante que abastecia o império e Chengdu, sua capital regional, exportava comida, temperos, chás, laca e brocado (Jin) Shu. Entre 221 e 263 EC, o reino de Shu, fundado por Liu Bei, foi um dos Três Reinos da China, sendo conquistado pela dinastia Wei. Depois de nova desintegração do império, a região viveu de forma relativamente autônoma até ser reintegrada em 589 pela dinastia Sui e voltar a prosperar durante a dinastia Tang (618-907), quando se tornou uma das quatro maiores cidades do império. Além da influência do Budismo, Chengdu floresceu como um centro comercial, com mercados especializados em produtos agrícolas, seda e brocados Shu, flores e ervas, artesanatos diversos, papel e impressão litográfica, atraindo literatos como os poetas famosos Li Bai, Du Fu, Wang Bo e Li Shangyin. Uma de suas principais veias de conexão ficou conhecia como “Rota/Estrada do Chá e Cavalo” (Chamagudao) ligando o Tibete, de onde vinham cavalos, à Sichuan, Yunnan e o resto da China, que enviavam chá. Essa prosperidade se manteve pelos próximos séculos e era tamanha durante a dinastia Song (960-1279) que Chengdu foi o berço do papel moeda mais antigo do mundo, Jiao Zi, emitido no século 10-11. O declínio de Chengdu iniciou na transição das dinastias Ming (1368-1644) para Qing (1644-1911), sendo gradualmente destruída, até quase desaparecer. Embora tenha se recuperado brevemente sob o imperador Kangxi na trasição do século 17 para o 18, o declínio prevaleceu graças à novas guerras do século 19, especialmente a Primeira Guerra do Ópio (1839-1842), e Chegndu só voltou vibrar décadas depois da proclamação da República Popular da China (1949).

DIA 11 > Rumo ao oeste

Vamos sair cedinho de Xi’An rumo ao ponto mais a oeste da viagem — Chengdu — chegando no hotel no início ou meio da tarde.

🚆Xi’An-Chengdu (4h)

📍Caminhar, tomar chá e fazer a limpeza de orelha no Parque do Povo, bem pertinho do hotel

DIA 12 > Chengdu City Tour

Vamos fazer um grande tour guiado pela cidade:

📍Templo Wuhou, com seus jardins e caminho de paredes vermelhas

📍Cabana Du Fu, que inclui o galpão arqueológico e o museu que o complementa

📍Monastério de Wenshu e ruas de pedestre em volta com mercados diversos

DIA 13 > Pandas e Sanxingdu

Vamos passar o dia nos arredores da cidade em:

📍Panda Base para derretermos de amor pelos pandas gigantes e pandas vermelhos

📍Museu Sanxingdu, onde estão expostas as principais peças desta civilização misteriosa, incluindo bronzes monumentais e itens delicados

DIA 14 > Dia livre em Chengdu

Vamos ter o último dia e noite livres para fazer o que quisermos <3

📍Possíveis interesses: Yulin Subdistrict, Taikoo Li (shopping), Qintai Guijing, Sichuan Museum, entre outros, provar 🍲Hot Pot e 🥟Guo Kui

🎭Espetáculo de Bian Lian (face-changing opera) no Jijiang Theater ou Shufeng Yayun


DAZU + ZHANGJIAJIE [2 noites / 2 dias]

Saindo de Chengdu, a viagem entra em seu trecho mais “capilar”, por assim dizer, visitando uma sequência de lugares que desviam de grandes centros urbanos em prol de vilas menores que preservam arquiteturas e tradições da China não-Han e menos tecnológica. Esse trecho pode ser dividido em quatro partes, das quais a primeira é centrada em torno de Chongqing. Aqui, vamos visitar dois lugares: as Rochas de Dazu e o Parque Nacional de Zhangjiaje. Em Dazu, onde vamos focar em Baodingshan, além de acessar as esculturas bem de perto, veremos duas raridades: a coexistência harmoniosa de conceitos e expressões do Budismo, do Taoísmo e do Confucionismo; e a integração de cenas e figuras da vida cotidiana secular — incluindo cenas de pastores, agricultores, consumo de bebidas, discussões familiares e costumes locais — em meio às cenas e figuras divinas. Iniciada por volta de 800 EC, durante a dinastia Tang, a produção artística em Dazu atingiu seu auge entre 1174 e 1252, na dinastia Song, e seguiu produzindo por mais 400 anos depois que a arte em grutas declinou na China, se destacando como o último grande monumento do gênero. Já em Zhangjiajie, conhecido cafonamente como as “Montanhas do Avatar”, vamos focar no próprio parque em um dia completo de caminhada e vistas deslumbrantes.

DIA 15 > Dazu

Saída cedo de Chengdu para uma parada especial em Dazu para visitar o Monte Baodingshan e outros focos locais de arte sobre rocha:

🚆Chengdu-Dazu (1h) + 🚘Dazu-locais (1h)

📍Buda Reclinado (31 metros), Guanyin de Mil Mãos (são 830 braços), Roda da Vida, entre outros

🚘Dazu-Chongqing (2h) + 🚆Chongqing-Zhangjiajie (2h30)

DIA 16 > Zhangjiajie

Vamos acordar cedo para curtir o dia no Parque Nacional Zhangjiajie:

📍Com ajuda de teleféricos, elevador e os veículos do parque, vamos na Huangshi Village, Golden Whip Stream, Yuan/Yangjiajie e Tianzi Mountain


GUIZHOU [3 noites / 3 dias]

Toda a metade sul da China é marcada pela diversidade étnica e cultural que muitas regiões ainda preservam; e no coração disso tudo, estão as províncias de Hunan (onde fica Zhangjiajie), Guizhou e Guangxi. Em Guizhou, vamos seguir de carro por uma rota que atravessa áreas rurais, vilas vernaculares e tradições que ainda resistem ao avanço desenfreado da modernização (e padronização) da China. Como é a nossa primeira viagem, vamos em vilas que já foram descobertas pelo turismo, em uma área onde é possível ver diferentes culturas num curto período <3 Território de etnias como a Tujia, Miao e Dong, cujas histórias marcadas por migrações milenares, conflitos com a maioria Han e a adaptação às regiões isoladas e montanhosas do sudoeste chinês. O povo Tujia, que compartilha origens misteriosas ligadas ao antigo povo Ba, consolidaram-se como um grupo étnico distinto por volta de 910 EC e habitam majoritariamente o nordeste de Guizhou, preservando costumes únicos como a tradicional dança das mãos. Os Miao, autodenominados Hmong, são descendentes de antigas tribos do rio Amarelo que começaram a se fixar no leste de Guizhou a partir das dinastias Qin e Han, transformando a área em seu principal refúgio e desenvolvendo uma rica tradição em artesanato de prata, bordado e batik. Já os Dong, ou Kam, migraram para o sudeste da província por volta da dinastia Song para escapar do avanço mongol, tornando-se internacionalmente célebres por sua arquitetura de madeira sem pregos — como as Torres de Tambor e Pontes de Vento e Chuva —, seus tecidos índigo e seus cantos polifônicos comunitários. Juntas, essas três minorias moldaram a identidade cultural e a paisagem agrícola em terraços da província e serão às que entraremos em maior contato nesse trecho da viagem!

DIA 17 > Fenghuang

Saindo de Zhangjiajie pela manhã, vamos começar a atravessar a província de Guizhou:

🚘Zhangjiaje-Fenghuang (3h)

📍Fenghuang, ou “Cidade Fênix”, antiga vila Tujia e Miao, para almoçar e passear

🚆Huaihua-Kaili (1h)

📍Check-in hotel de Kaili, no fim do dia

DIA 18 > Vilas Miao/Hmong

Vamos sair cedo de Kaili de 🚘 rumo às vilas Miao:

📍Langde, Kongbai (silver), local market

📍Check-in e pernoite no nosso hotel em Longtang, próximo a Xijiang

Destaques Miao são os artesanatos têxteis e de prata, as apresentações comunitárias, os mercados agrícolas, entre outros.

DIA 19 > Vilas Dong/Kam

Vamos seguir de 🚘 rumo ao leste, conhecer:

Shiqiao e Qingman Miao Village? x Zhanli Dong e Basha Miao?

📍Vila Dong Huanggang e/ou Tang’an, e ver Leis Kuan (tablets) em Jitangshang (optional)

📍Chegada, check-in no hotel e passeio livre por Zhaoxing, maior vila Dong da China

Destaques Dong são os cantos comunitários no início da noite, o Lushengs (instrumento de sopro de bambu), a tintura e tecidos índigo e o liang bu (tecido colorido), “salty and sour fish” e as Leis Kuan


YANGSHUO [2 noites / 2 dia]

Atravessando para a província de Guangxi, vamos fazer duas paradas icônicas e clássicas à qualquer viagem para o interior da China: os terraços de arroz de Longji, no condado de Longshen; e a pitoresca e famosa vila de Yangshuo. Yangshuo tem uma história que remonta à dinastia Jin (c. 265 EC), quando a vila teria sido fundada, ganhando relevância administrativa durante a dinastia Sui (c. 590 EC). Localizada entre o relevo cárstico e no entrocamento dos rios Li e Yulong, Yangshuo é ao mesmo tempo belíssima e estratégica para o comércio fluvial da região. Sob a dinastia Tang, floresceu como um refúgio idílico que inspirou gerações de poetas, pintores e intelectuais. Nas décadas de 1970 e 1980, esse antigo e pacato vilarejo agrícola habitado por etnias como os Han, Zhuang e Yao foi “redescoberto” por mochileiros ocidentais, e hoje a vila é uma atração reformada para turistas.

DIA 20 > Longji

Depois de curtir Zhaoxing pela manhã, vamos de 🚘:

📍Terraços de arroz em Longji (龙脊梯田), onde vamos chegar semanas após a colheita, passando por vilas rurais (as mais famosas, Ping’an e Dazhai) com secagem dos grãos e outros produtos agrícolas e passando pelas linhas recém-cortadas

📍Check-in no hotel fora do centro de Yangshuo para relaxar, ida opcional ao café Tianqingse

DIA 21 > Yangshuo

Vamos aproveitar o dia entre o cenário local:

📍Raft de bambu no rio Yulong e passeio de bicicleta pelo vale e vilas rurais

📍Visita de teleférico para vistas do Pico Ruyi

📍Assistir o espetáculo Impressions: Sanjie Liu, do cineasta Zhang Yimou, que também criou o show de abertura das Olimpíadas na China

DIA 22 > Rumo à última vila

Nesse dia dedicado ao deslocamento, vamos pegar um trem que vai atravessar a província de Guangdong até Zhangzhou, na província de Fujian.

🚘Yangshuo-Guilin (1h)

🚆Guilin-Zhangzhou (6h30)


NANJING [2 noites / 2 dia]

Entre as várias joias culturais da província de Fujian, as mais famosas são os tulous, moradias-fortalezas feitas de terra batida (uma espécie de taipa ou pau-a-pique chinês) pelo povo “apelidado” de Hakka ou Kejia, que se traduz como “povo visitante”. Esse povo de etnia possivelmente variada é fruto de migrações forçadas pela natureza ou por perseguição de regiões mais ao norte, como a bacia do rio Amarelo. Estabelecendo-se em diversas províncias do sul da China, em Fujian, os Hakka aplicaram técnicas construtivas que datam da dinastia Tang (618–907) para construir os primeiros tulous no século 12, entre as dinastias Song e Yuan. No Ocidente, essas construções se popularizaram ao aparecerem como a residência da personagem Mulan, da Disney. Consideradas os primeiros “apartamentos” ou condomínios, essas construções representam a engenhosidade humana e sensos de proteção e comunidade que são o oposto de propostas semelhantes dos ocidentais, como o Panóptico concebido por Jeremy Bentham em 1785 (é uma prisão circular).

DIA 22 > Nômades da noite 3

Chegando em Zhangzhou, um carro vai nos buscar na estação e nos levar até nosso hotel na Vila Taxia, região de Nanjing, uma das maiores concentrações de Tulous em Fujian.

🚘Zhangzhou-Vila Taxia (1h30h)

DIA 23 > Fujian Tulous

Vamos acordar na vila e passar o dia visitando os tulous nas redondezas:

📍Rápido passeio pela vila e Deyuantang, espaço ancestral do clã local Zhang

📍Yuchang Tulou + Tianluokeng Cluster + Hekeng
(só as entradas, antes de pegar a estrada)

🚘Tulous-Xiamen (2h) + ✈️Xiamen-Hangzhou (1h30)


HANGZHOU [4 noites / 3 dias]

Hangzhou foi fundada oficialmente no ano de 210 AEC, ainda sob a Dinastia Qin, possuindo mais de 2.200 anos de história. Durante a breve dinastia Sui (581-618 EC), que criou o “Grande Canal” ao interligar trechos antigos e construir trechos novos que chegaram até Hangzhou em 610 EC, como o extremo sul dessa nova rede fluvial. Quando a dinastia Song precisou fugir para o Sul em 1132, após invasões vindas da Mongólia, Hangzhou tornou-se a sua nova capital, iniciando um período faria a cidade prosperar como um dos maiores e mais ricos centros comerciais e culturais do mundo medieval, fama que a tornou o xodó de Marco Polo no século 13, já sob a dinastia Yuan (1271-1368), descrevendo-a como “a cidade mais suntuosa e elegante do mundo”. Além de ser impulsionada pelo comércio de seda, chá e porcelana, as paisagens bucólicas do seu famoso Lago Oeste serviram de inspiração eterna para os mais célebres poetas, imperadores e pintores chineses. Hoje, a cidade ainda preserva seu legado histórico, sendo uma das mais românticas, dinâmicas e bonitas da China.

DIA 23 > Nômades da noite 4

Vamos chegar à noite para:

📍Jantar e curtir no hotel <3

DIA 24 > Bairros + Grande Canal

Vamos começar a explorar a cidade à pé:

📍Volta pela rua Hefang, bairro histórico de Wuliu, antiga mansão de Hu Xueyan e antiquário

📍Passear pelos bairros do Grande Canal: Dadou, Xiaohe* e Gongchen Qiaoxi

DIA 25 > Templo, chá e museu

Dia com guia para facilitar visitas à/ao:

📍Complexo do Templo Lingyin, que é grande e precisa de estratégia

📍Plantação e vila de chá Longjing nas montanhas

📍Artefatos de destaque no Museu Zhejiang

📍Caminhar pela estrada de bambu em Yunqi

DIA 26 > Shaoxing

Vamos visitar uma vila antiga próxima:

📍Pavilhão Lanting, ou “das Orquídeas”,

📍Antigas residências de Shusheng e Lu Xun, jardim da Família Shen e bairro de Cangqiao

📍Huangjiu Brewery para provar vinhos e licores tradicionais de Shaoxing (feitos de arroz)


HUZHOU [1 noite / 2 dias]

A área em torno da cidade de Huzhou, na província de Zhejiang, é historicamente aclamada como a terra ancestral das artes acadêmicas e tradicionais da China Antiga, incluindo cerâmica, pincéis, caligrafia e produção de seda. Embora a gente não chegue a visitar a cidade, vamos passar por vilas como Shanlian, “capital” do pincel de caligrafia e berço do prestigiado Pincel Hu (Hubi); Shuanglin, que se destaca como um pilar milenar da sericultura, onde a técnica de tecelagem do damasco de seda (Shuanglin Lingjuan) é preservada como patrimônio cultural imaterial pela sua leveza e brilho inigualáveis; e, se possível, a mais distante Dingsu em Yixing, que é a “capital” da cerâmica Zisha, uma das “Quatro Grandes Cerâmicas Chinesas”. A grandiosidade econômica da área se reflete na ascensão da charmosa vila histórica de Nanxun, uma cidade d’água que enriqueceu durante as dinastias Ming e Qing com a exportação de outro tipo de seda Jili, gerando fortunas que financiaram mansões aristocráticas raras, misturando a arquitetura tradicional chinesa com o neoclássico europeu. É aqui que vamos passar a noite <3

DIA 27 > Tradições de Zhejiang

Vamos acordar em Hangzhou e seguir pela região de Zhejiang rumo ao litoral e às últimas paradas:

📍Ver a produção de pincéis em Shanlian e de seda em Shuanglin (fábrica Lingjuan)

📍Se possível, ir até Dingsu, pela famosa cerâmica Zisha (argila roxa), ou ver onde comprar itens autênticos na nossa rota

📍Check-in no hotel em Nanxun, no fim do dia

DIA 28 > Nanxun

Vamos acordar em Nanxun e conhecer a cidade pelo dia antes de seguir para nosso último destino:

📍Buda reclinado com 31 metros, G

📍Buda reclinado com 31 metros, G

🚆Nanxun-Xangai (2h)

📍Check-in no hotel de Xangai, início da noite


XANGAI [3 noites / 3 dias]

Batizada como “Cidade sobre o Mar”, Xangai era uma pacata vila de pescadores e agricultores que foi ganhando relevância pela exportação têxtil (já citada), tornando-se uma cidade em 1297, já sob a Dinastia Yuan. Fortificada com muralhas de pedra em 1553 para conter ataques de piratas japoneses, a cidade mudou drasticamente de destino após a derrota da China na Primeira Guerra do Ópio, quando o Tratado de Nanquim (1842) a abriu à força como um porto comercial internacional. Esse evento dividiu o território em concessões autônomas controladas por britânicos, franceses e americanos, que, na décadas de 1920 e 1930, tornaram a cidade numa vibrante e decadente “Paris do Oriente”. Entre a opulência (de finanças às máfias), a desigualdade e a efervescência cultural, Xangai também é o berço do Partido Comunista Chinês, criado aqui em 1921. Após sofrer com a brutal ocupação japonesa na Segunda Guerra Mundial e passar por severas reestruturações socialistas a partir da revolução de 1949, Xangai renasceu globalmente com as reformas econômicas dos anos 1990. O desenvolvimento ultraveloz do distrito financeiro de Pudong elevou a cidade ao posto de maior porto de contêineres do planeta e principal motor econômico e tecnológico da China contemporânea.

DIA 29 > Xangai City Tour

Saindo de Zhangjiajie de carro, vamos começar a atravessar a província de Guizhou, visitando:

📍Caminhar pela Concessão Francesa e Tianzifang

📍Caminhar por outras ruas (Wukang) e o Bund

📍Visita guiada ao Shanghai East Museum

Destaques do SEM incluem:

DIA 30 > Dia solto

Passear por Xangai sem guia e nem obrigações:

📍Podemos visitar museus como Long Museum West Bund e/ou China Art Museum

📍Compras em vários lugares (LISTAR)

DIA 31 > Despedida

Nosso último dia na China também é livre <3

✈️Chegar no aeroporto às 20h para vôo às 23h


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